domingo, 10 de junho de 2012

Carta 10 - Lisboa 6 - Revolução dos Cravos


Foi o movimento que derrubou o regime salazarista em Portugal, em 1974, de forma a estabelecer as liberdades democráticas promovendo transformações sociais no país. Após o golpe militar de 1926, foi estabelecida uma ditadura no país. No ano de 1932, Antônio de Oliveira Salazar tornou-se primeiro-ministro das finanças e virtual ditador. Salazar instalou um regime inspirado no fascismo italiano. As liberdades de reunião, de organização e de expressão foram suprimidas com a Constituição de 1933.

Portugal manteve-se neutro durante a Segunda Guerra Mundial. A recusa em conceder independência às colônias africanas estimulou movimentos guerrilheiros de libertação em Moçambique, Guiné-Bissau e Angola. Em 1968 Salazar sofreu um derrame cerebral e foi substituído por seu ex-ministro Marcelo Caetano, que prosseguiu com sua política. A decadência econômica e o desgaste com a guerra colonial provocaram descontentamento na população e nas forças armadas. Isso favoreceu a aparição de um movimento contra a ditadura. 




No dia 25 de abril de 1974, explode a revolução. A senha para o início do movimento foi dada à meia-noite através de uma emissora de rádio, a senha era uma música proibida pela censura, Grândula Vila Morena, de Zeca Afonso. Os militares fizeram com que Marcelo Caetano fosse deposto, o que resultou na sua fuga para o Brasil. A presidência de Portugal foi assumida pelo general António de Spínola. A população saiu às ruas para comemorar o fim da ditadura e distribuiu cravos, a flor nacional, aos soldados rebeldes em forma de agradecimento. (http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/revolucao-dos-cravos.htm)

Chico Buarque, um dos nossos maiores compositores, escreveu uma canção saudando os irmãos portugueses chamada "Tanto Mar". Sua primeira letra foi censurada pois os militares brasileiros achavam que ela poderia gerar rebeldia. Chico mudou algumas palavras, mas quem sabia do que estava acontecendo continuou a entender o sentido da letra. A letra foi censurada em 1974 e lançada em 1978. A diferença nas letras é clara e acompanha os acontecimentos mais recentes. Ramalho Eanes é eleito presidente e "livra" o país da chamada "ameaça comunista". Ele e Mário Soares, chefe do I Governo Constitucional de Portugal, proclamam as virtudes do pluralismo e a invitabilidade do liberalismo, afogando o sonho esquerdista. 

A primeira letra diz: 

TANTO MAR
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente alguma flor
No teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera pá
Cá estou doente                                                       
Manda urgentemente algum cheirinho
De alecrim
TANTO MAR
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar

Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim
(http://historiaemprojetos.blogspot.fr/2008/04/25-de-abril-de-1974-revoluo-dos-cravos.html)
E o vídeo com a canção está aqui, em versão de 78. 

A canção que foi senha para o início da revolução, cantada por Amália Rodrigues, rainha do Fado. 

"Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade"
(Zeca Afonso)

Carta 9 - Lisboa 5 - Torre de Belém



Um lugar lindo, mas extramemente perigoso. Só há uma escada para subida e descida e todo mundo sobe e desce ao mesmo tempo. Não tem ninguém vigiando, só uma mulher na entrada checando os bilhetes. Lá dentro é cada um por si. Achei bem perigoso. Muito bonito, no entanto. E fui até o topo!!




Carta 8 - Lisboa 4 - Mosteiro dos Jerónimos


Para um estudante de Letras, apaixonado por literatura, ex-monitor de Literatura Portuguesa, escritor e poeta, estar na frente do túmulo de Fernando Pessoa foi uma emoção.






Carta 7 - Lisboa 3 - Catedral da Sé





O Claustro da Catedral da Sé. Imaginem isso fechado. A freira ficava fechada nessas celas por dias, meses ou até anos.


Um morcego??????? Vampiro??????


O terremoto também afetou a Catedral e acabou revelando um tesouro escondido. Essas são as ruínas de uma antiga vila de antes de Cristo.





Carta 6 - Lisboa 2 - Convento do Carmo


Pia Batismal do Convento do Carmo




O terremoto de 1755 destruiu Lisboa. Segundo nos contaram, foi um terremoto muito forte, seguido de maremoto e incêndios por toda a cidade. Muitas coisas foram perdidas, muitas foram reconstruídas. O Convento do Carmo foi parcialmente destruído, como vocês podem ver pelas fotos. 






Carta 5 - Lisboa 1


O que seriam objetos estranhos??? Eu tenho algumas idéias, mas vai saber...


Tenho certeza de ter visto essa "Rua das Flores" em algum dos meus livros de literatura portuguesa!



A ponte que é a cópia da ponte de São Francisco, nos Estados Unidos.


 O rosto continua o mesmo, mas meus cabelos... Quanta diferença! (Ká e o vento)



Museu de Design. Eram milhares de papeizinhos coloridos colados na parede!




Um faquir!! Um faquir! Achei que nunca fosse ver um faquir na vida!





Coitada... Eu gosto do meu nome - e muito - mas ele não serve para mulher, né, pô!


Nova profissão em Portugal - abatedores de carros.  Logo vai aparecer uma organização que defenderá o direito dos carros!


Um dos milhares de apartamentos para vender ou alugar. As coisas estão bem mal em Portugal (que rima tosca!) 







Os portugueses, em matéria de conservar sua história, estão deixando muito a desejar, infelizmente. Vários dos lugares históricos não tem proteção nenhuma. E pichaçhões estão em todos os lugares.







 Foto para a minha mãe estudar a expressão do menino! (ela é ceramista e estuda rostos)



"Era uma garota portuguesa com certeza"!







Pavão exibido no Castelo de São Jorge. Esse foi um dos lugares históricos que nós fomos. Eu morro de mede de altura então nem fui nas torres e tal. Tirei pouquíssimas fotos porque estava bem preocupado em não tremer as pernas e ficar em pé, hehehe


Anarquia, yeah!


Não adianta. Esses caras estão em todos os lugares com essas porras dessas flautas!


Se ele não tivesse colocado um cartaz com uma flecha, eu jamais teria achado o urinol.


Uma das coisas mais engraçadas de Portugal. Esse era o seu José, cantor profissional de bailinhos. Imagina como são esses bailinhos...